27/04/2008

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís de Camões

25/04/2008

25 de Abril


Olhar em frente...

Aqueles sonhos que pretendemos alcançar, exigem firmeza e determinação.
As dúvidas e incertezas retardam a nossa vitória e servem de bloqueio para atingirmos esses nossos objetivos.
Não nos podemos deixar distrair pelo que ficou para trás, mesmo que tenham sido duros obstáculos. Afinal, já foram ultrapassados e só nos resta seguir em frente com a confiança de que estamos mais próximos dos nossos sonhos agora do que estávamos anteriormente.
A vitória encontra-se à nossa frente. Porquê olhar para trás? Nós sabemos que Ele está connosco todos os dias e é só a nós que nos cabe crer que a Sua companhia nos dará forças para vencer e seguir sempre em frente.
Não importam as quedas anteriores, nem os fracassos e decepções do passado, a vitória virá e isso basta. Quando Ele está nos nossos corações, as coisas velhas passam a não fazer mais parte da nossa vida.
As mentiras, a desonestidade, e qualquer outro tipo de aspecto menos bom, que tão comuns são no nosso dia a dia, devem ser deixados para trás e, com muita convicção e coragem, serem esquecidos e não mais devemos voltar a olhar para eles. Só assim poderemos atingir a nossa meta e disfrutar a vida!
Todos nós temos um ideal na vida, no entanto são tão poucos os que realmente chegam lá. Mas porquê? Talvez a maioria das pessoas se envolvam de tal modo na luta pela sobrevivência que quase se esquecem dos seus grandes sonhos.
A felicidade está no caminho da conquista. Enquanto estivermos percurrendo o caminho que nos leva à realização, estaremos felizes. Este é o segredo. Olhar em frente...

02/04/2008

Para sempre Karol Wojtyla...

João Paulo II faleceu a 2 de Abril de 2005, e 3 anos depois da sua morte, a sua presença ainda continua bastante intensa e presente no coração dos fiéis.
O Papa polaco foi uma das figuras mais marcantes da história recente, não só da Igreja, como do mundo em geral, e deixou-nos uma herança de um longo Pontificado de 26 anos (1978-2005), o terceiro mais longo da história da Igreja. Foram maravilhosos anos de partilha, paz, amor, serviço e muitos outros belos acontecimentos, que fizeram deste Papa um grande homem, como se trata-se de um familiar de todos nós. Um Papa que adorava os jovens, que faziam dele um homem com um grande espirito de juventude, sinceridade, harmonia...
Palavras para quê...



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24/03/2008

Agressão na sala de aula...

É do conhecimento de todos, a agressão ocorrida em plena sala de aula na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, que pode considerar-se uma situação lamentável e vergonhosa.
No entanto, talvez na divulgação das imagens desta situação haja um lado bom, aquele lado que leva tanto os alunos, como professores, e até mesmo os pais (encarregados de educação) a confrontarem-se com o estado do ensino público no nosso pais. Não basta que seja só o Governo a tomar as medidas para melhorar o ensino, mas é importante a colaboração de todos. O que se revê nesta situação é a falta de autoridade por parte dos professores.
É obvio que os pais também têm culpa, pois situações deste género são o reflexo da educação que cada um vai tendo ao longo da vida, mas mais que isso, é a desautorização do professor para castigar e punir um aluno. Um aluno pode ofender, maltratar psicologica e fisicamente o professor, e este se reage dando uns tabefes ou se responde ao aluno da mesma maneira, este de imediato está sujeito a processos disciplinares. Isto não pode ser, pois os valores estão invertidos. Sem castigo não há pedagogia que valha e não há ensino que presista. Sem autoridade nada funciona.
Considero que esta professora, tal como muitos outros professores, ao envolverem-se fisicamente com um aluno na disputa de um telemóvel ou de qualquer outro objecto, e continuar com o desenrolar dessa situação sem por um ponto final, sem tomar uma posição autoritária, não têm o perfil psicológico e pedagógico minimamente exigido para dar aulas, principalmente a adolescentes, pois são os jovens que apresentam mais problemas.
Penso que para uma boa imagem da escola, a aluna deveria ser transferida de estabelecimento, pois o que ficou mal visto em tudo isto foi o próprio nome da escola.
Este tipo de comportamentos são frequentes nas escolas e a forma agressiva como alguns alunos se dirigem aos professores tornou-se uma atitude banal e considero que muitos dos alunos só se envolvem em situações deste tipo para serem "os maiores" da escola e os melhores no grupo de amigos.
Caros alunos, professores e pais, vamos lá ajudar a mudar estas situações que tanto nos envorgonham a nós e ao nosso próprio país.